Reformas serão muito boas para todos, afirma novo presidente da Adial

Para Otávio Lage de Siqueira Filho, que comandará a entidade durante a Gestão 2017-2020, este é um momento de desafio diante das mudanças propostas pelo governo para enfrentar a crise, que exigem a colaboração de todos

A defesa dos incentivos fiscais, uma antiga luta do setor industrial goiano, e o apoio às reformas propostas para o Brasil, como a trabalhista, estão entre os principais alvos da nova diretoria da Associação Pró Desenvolvimento Industriais de Goiás (Adial), que tomou posse ontem (3). O novo presidente é o empresário Otávio Lage de Siqueira Filho, que comandará a entidade durante a gestão 2017-2020. Ele lembra que a Adial atua na defesa do empresário goiano e tem papel relevante nas discussões dos rumos tributários do Estado e do Brasil, principalmente no que se refere aos incentivos fiscais. Para o empresário, este é um momento de desafio diante das mudanças propostas pelo governo para enfrentar a crise, que exigem a colaboração de todos. “Apesar de doloridas no começo, a médio e longo prazo essas mudanças serão muito boas para todos. Temos que ceder agora para ganharmos lá na frente”, justifica. Otávio Lage Filho acredita que a reforma trabalhista resultará numa maior geração de empregos a médio e longo prazo. Segundo ele, o presidente Temer tem se mostrado aberto à discussão para chegar a uma lei melhor. Para o novo presidente da Adial, o consenso atual é de que é preciso mudar e reduzir a interferência do Estado no setor privado. “O Brasil tem processos trabalhistas como em nenhum lugar do mundo, o que gera muita desconfiança e conflitos desnecessários. Uma energia que deveria ser voltada para a produção”, avalia.

Concorrência

Ele também ressalta a importância dos incentivos fiscais, que tornam a concorrência menos desigual entre as empresas brasileiras. Segundo Otávio Lage Filho, são os incentivos que fazem o emprego chegar até o centro do País, ajudando as empresas que estão mais longe dos portos, como as goianas, a reduzirem seus custos. Ele lembra que o frete para a exportação de uma tonelada do açúcar goiano sai por um quarto do preço da tonelada do produto. Por isso, sem os incentivos fiscais, ficaria inviável concorrer com as indústrias do Sudeste do País. “São eles que dão mais competitividade às nossas empresas, assim como as reformas, que ajudarão a reduzir os custos”, afirma.

Via O Popular

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