Em maio, 59% dos produtos pesquisados registraram alta na indústria, diz IBGE

Os resultados positivos da indústria em maio foram acompanhados de taxas positivas na maioria dos itens pesquisados pelo IBGE. Na comparação com igual mês do ano passado, 59% dos 805 produtos acompanhados registraram crescimento na produção, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo instituto. É o maior percentual desde abril de 2013, quando o chamado índice de difusão chegou ao patamar de 66,7%. Em abril, o índice havia ficado em 40,7%. A produção industrial cresceu 4% frente a maior do ano passado e avançou 0,8% na comparação com abril.

— É um percentual bem superior ao que a gente tinha observado no mês anterior. Fazendo a ressalva de que abril, com número de dias úteis a menos, explica muito esse perfil de crescimento não tão espalhado quanto de maio — explicou André Macedo, gerente da coordenação da indústria do IBGE.

A alta no índice de difusão foi observada em todas as grandes categorias econômicas, sempre na comparação com igual mês do ano passado. O maior salto foi registrado no segmento de bens de consumo semi e não-duráveis, que engloba a produção de alimentos e bebidas. Em abril, apenas 31,3% dos itens dessa categoria havia registrado alta; em maio, o índice ficou em 65,7%. A taxa do setor de bens duráveis também cresceu de 37,1% para 54,3%, assim como a de bens intermediários (44,3% para 58%) e de bens de capital (53,9%).

Em outros tipos de comparação, a indústria também dá sinais de que, aos poucos, começa a sair da crise de forma mais disseminada. Em relatório, Alberto Ramos, economista para América Latina do banco Goldman Sachs, destacou a característica “ampla” da alta na produção industrial. Mas destacou que há riscos nessa trajetória de recuperação.

“Esperamos que o setor industrial cresça lentamente, beneficiado pela estabilização da economia, queda das taxas de juros e mudança do ciclo de estoques. Contudo, o recente aumento da incerteza política pode alterar a perspectiva para a demanda final (particularmente investimentos) e do setor industrial”, avaliou o economista.

Via Extra 

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