Indústria 4.0 começa a avançar

O conceito de indústria 4.0 avança cada vez mais, automatizando fábricas com toda espécie de robôs. Atentos ao movimento do mercado nacional, produtores dessas máquinas como a japonesa Yaskawa Motoman, que atua há 44 anos no Brasil, já estão se preparando para atender ao aumento da demanda no mercado nacional. “Há exatos 40 anos nós lançamos nosso primeiro robô, na época uma máquina totalmente elétrica era novidade, desde então seguimos inovando e a cada nova geração lançamos produtos que visam aumentar a produtividade das indústrias”, afirma o diretor-presidente, Icaru Sakuyoshi.

Potencial de mercado é grande

Uma pesquisa realizada em 2016 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicou que a grande maioria das fábricas brasileiras ainda está um pouco longe da Indústria 4.0. Do total das 2.225 indústrias pesquisadas, 58% conhecem a importância dessas tecnologias para a competitividade, mas menos da metade as utiliza em seu dia a dia. Setores como eletrônicos, comunicações e equipamentos médicos têm o maior percentual de empresas que utilizam pelo menos uma das 10 tecnologias digitais avaliadas: 61% das empresas.

Alguns setores estão mais maduros

Em primeiro lugar no ranking do uso em todos os estágios da cadeia estão as empresas que utilizam tecnologias focadas em processo, presente em 43% delas. Cerca de 41% usa tecnologias ligadas à etapa de desenvolvimento e 22% utilizam tecnologias com foco no produto ou em novos modelos de negócios. Dentre os segmentos industriais que estão no topo da lista para absorver esse conceito está o automotivo. “As montadoras continuam sendo o maior consumidor de robôs. Entretanto, bens de consumo vem elevando a demanda nos últimos anos”, diz o CEO da Yaskawa.

Adoção da tecnologia exige investimentos

No entanto, atender às necessidades da quarta revolução industrial exige recursos, inclusive dos fabricantes de robôs, enfatiza Icaru Sakuyoshi. “Os nossos investimentos acontecem visando aprimorar nossos produtos. Buscamos sempre nos superar. Essa nova geração de robôs Motoman, mais especificamente a série GP, possui modelos que são os mais rápidos do mundo em sua categoria, um exemplo disso é o modelo GP12”, comenta. De fácil instalação, ele ocupa pouco espaço físico, sendo rápido e potente na movimentação de materiais, desde um objeto leve até 12 kg.

O Brasil ainda engatinha

Alguns mercados ainda estão distantes do futuro da indústria – nova lógica de produção que começou na Alemanha, em 2011, com digitalização da operação –, segundo Icaru Sakuyoshi. “O Brasil, por exemplo, poucos ou quase nenhum passo foi dado rumo à quarta revolução industrial nos últimos seis anos. A indústria nacional engatinha. Infelizmente, estamos longe da realidade dos japoneses, europeus e norte-americanos. Até a China investiu, e em 2017, ultrapassou os 130 mil robôs em suas plantas ante os 2 mil no Brasil”, diz o executivo.

Via Diário Comércio, Indústria e Serviços (DCI) – Liliana Lavoratti

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