Goiás e os Incentivos

O Produto Interno Bruto de Goiás (PIB) vem crescendo sempre acima da média brasileira e acaba de alcançar o valor de quase R$ 200 bilhões. São mais de R$ 198 bilhões, segundo o Instituto de Pesquisas Mauro Borges. Para se ter uma ideia desse crescimento, o PIB goiano do ano 2000 foi de pouco mais de R$ 21 bilhões. Ele cresceu, portanto, nesse período, quase dez vezes. Tal proeza da economia goiana não ocorreu em nenhum outro Estado. Este fato foi bastante significativo, também socialmente, sobretudo quanto à geração de empregos.

Levando-se em conta período histórico mais longo, dois importantes fatos históricos pesaram muito no desenvolvimento goiano – a mudança da capital para Goiânia e o surgimento de Brasília no Planalto Central. Em anos mais recentes, o fato mais importante, sem dúvida, foi o da utilização de programas de incentivo fiscal.

O uso de incentivos fiscais por Goiás é muito combatido por alguns Estados mais poderosos, principalmente São Paulo, que, por muito tempo, teve Goiás subjugado no consumo de seus produtos industriais. Mas existem também políticos goianos querem o fim dos incentivos, na suposição, equivocada, de que a prática venha a ser uma espécie de renúncia de impostos. Na verdade, o que se pratica é uma espécie de adiamento da quitação de impostos.

O crescimento econômico de Goiás faz bem ao Brasil em seu todo, como no aumento das exportações e na melhoria do mercado de trabalho. Os Estados mais poderosos já desfrutaram bastante de sua vantagem. No caso de São Paulo, antes da submissão industrial, até em relação ao ouro, Goiás proporcionava lucro ao Estado brasileiro mais rico. A indústria automobilística, por exemplo, com todos os seus benefícios, instalou-se inicialmente em São Paulo e, mais recentemente, passou a incluir outros Estados, inclusive Goiás, que possui uma montadora em Anápolis e outra em Catalão, ambas atraídas graças a programas de incentivos fiscais.

A representação política de Goiás precisa, portanto, sustentar a luta pela defesa de alguma forma de incentivo. Talvez seja o caso de alguma reformulação, mas este instrumento beneficia muito o Estado e não se choca com os interesses superiores do País. Hoje, além do notável crescimento de seu PIB, Goiás tem contribuído bastante para a geração de empregos, um grande interesse nacional. Tal contribuição não pode ser interrompida.

Via O POPULAR / Hélio Rocha                                                                            

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