Inflação acelera para 0,22% em abril e 2,76% em 12 meses, diz IBGE

São Paulo – A inflação no Brasil foi de 0,22% em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (10).

A taxa superou os 0,09% registrados em março e também ficou acima dos 0,14% de abril de 2017, mas veio abaixo do previsto pelo mercado.

O acumulado dos últimos 12 meses está em 2,76%, também uma aceleração em relação aos 2,68% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Mas a inflação segue abaixo do piso da meta, já que o governo deve perseguir para 2018 uma taxa de 4,5% com tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo (3%) ou para cima (6%).

No acumulado de 2018 até agora, a inflação está em 0,92%, o menor nível para o período desde a implantação do Plano Real.

Segundo análise divulgada hoje pelo banco americano Goldman Sachs, os números do IPCA seguem apoiando mais um corte da Selic na próxima quarta-feira (16) mesmo com a instabilidade financeira global.

Grupos

Dos 9 grupos pesquisados pelo IBGE, apenas Comunicação teve queda de preços em abril (-0,07%).

Transportes ficou estacionado: altas no conserto de automóvel (1,31%) e no preço da gasolina (0,26%) compensaram quedas do etanol (-2,73%) e das passagens aéreas (-2,67%).

A maior alta mensal foi no grupo Saúde e Cuidados Pessoais, que subiu 0,91% e contribuiu, sozinho, com 0,11 ponto percentual, ou metade do IPCA de abril.

Pesaram principalmente os itens plano de saúde (alta mensal de 1,06%) e remédios (1,52%). No segundo caso, é um reflexo de um reajuste anual na faixa de 2,09% a 2,84% e que está vigente desde 31 de março.

O segundo maior impacto foi do grupo Vestuário, que subiu 0,62% e contribuiu com 0,04 p.p. para a taxa final.

“A troca de coleção influenciou principalmente as roupas femininas, que ficaram, em média, 1,66% mais caras”, diz a nota do gerente do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), Fernando Gonçalves.

O grupo Habitação subiu 0,17% com alta da energia elétrica em 0,99% após reajustes no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Fortaleza, Salvador e Campo Grande.

Alimentação e Bebidas, o grupo com maior peso no índice, viu direções contrárias entre produtos para consumo em casa (alta de 0,27%) e alimentação fora de casa (queda de 0,22% destacada como surpreendente pelo Goldman).

Via Exame.com

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