Ministro da Indústria estuda com BNDES crédito à exportação

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, disse nesta segunda-feira (19) que está estudando junto ao BNDES a criação de uma linha de crédito para exportação, que deve ser lançada no próximo ano. O ministro não deu detalhes sobre o montante de recursos, nem sobre juros. Pereira também afirmou que tem conversado com o Banco do Brasil sobre o tema.

O ministro participou do seminário “Perspectivas para a economia brasileira nos próximos anos”, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e ouviu reclamações sobre a falta de refinanciamento para indústrias em dificuldades, especialmente em bancos públicos, e sobre os juros ainda elevados da economia, mesmo num cenário de inflação em queda.

— Estamos discutindo junto ao BNDES uma linha de crédito para exportação a ser lançada no próximo ano e tenho conversado bastante com o presidente do Banco do Brasil também. Mas é importante que se tenha noção de que o governo está efetivo há pouco mais de duas semanas — disse Pereira.

No que se refere aos juros, o ministro disse que a taxa tenderá a cair à medida que o governo conseguir aprovar as medidas de ajuste fiscal no Congresso, como a PEC que limita o crescimento das despesas do governo à inflação passada.

— Nós temos confiança de que à medida em que os números alcançarem o que a gente quer, na medida em que for aprovada a PEC do teto de gastos, os juros tendem a cair, não tenho dúvida. Mas é preciso ter neste momento um pouquinho de paciência, porque nós estamos fazendo o dever de casa para avançar — observou.

Sobre possíveis mudanças no Refis, programa que prevê a regularização de débitos com a União através de parcelamentos, o ministro Marcos Pereira afirmou que trata-se de um pleito não só da indústria, mas também do comércio. Ele disse que o tema já vem sendo abordado por sua equipe, inclusive com o presidente Michel Temer, mas informou que ainda não está definido se haverá mudanças no programa.

— Eu acho que a gente precisa avançar e nós estamos estudando como isso pode ser feito. Nós temos que diferenciar sonegadores de inadimplentes. Se você não der fôlego para que o setor produtivo se recomponha e se recupere, nós podemos matar o setor produtivo porque é ele quem vai gerar emprego. Eu acho fundamental que haja refinanciamento, mas como é um tema fiscal é um tema de competência da Fazenda. O nosso papel no ministério da Indústria e Comércio é articular e levar o pleito dos empresários do setor produtivo — disse.

O ministro garantiu que o tema Reforma Trabalhista não está perdendo força no governo. Ele disse que, na semana passada, discutiu com a Casa Civil os projetos que estão tramitando no Congresso sobre terceirização.

— É um tema que a gente precisa discutir de forma bastante madura, porque não vamos e não podemos tirar direitos dos trabalhadores, direitos adquiridos e constitucionais. Mas alguma reforma trabalhista precisa ser feita porque sem isso o Brasil não consegue avançar — garantiu.

Via Extra | Leia mais: http://oglobo.globo.com/oglobo-20138169#ixzz4Kj4WbQNr

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