Goiás é ponto para incentivar exportação

A pujança das exportações goianas motivaram a vinda do ministro da Indústria e Comércio Exterior para o lançamento de duas medidas que visam aprimorar e incentivar o comércio exterior

O destaque de Goiás no cenário exportador credenciou o Estado a ser escolhido para iniciar duas ações do Governo Federal voltadas à melhoria da competitividade empresarial – o Plano Nacional da Cultura Exportadora (Pnce) e o Programa Brasil Mais Competitivo. O lançamento das iniciativas foi realizado na última semana na sede da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), e contou com as presenças do governador Marconi Perillo (PSDB), do ministro Marcos Pereira (PRB), da Indústria e Comércio Exterior e de integrantes do Fórum Empresarial goiano.

O tucano lembrou ao ministro o que a balança comercial goiana registrou saldo positivo de US$ 2,6 bilhões, de janeiro a agosto deste ano, e que o Estado aparece em primeiro lugar no ranking do último Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do País, com saldo positivo este ano de 16.600 empregos. “Estamos virando a página da crise”, disse.

Marconi agradeceu a Pereira, que veio ao Estado pela segunda vez desde que tomou posse, pela deferência de escolher Goiás para lançamento de um programa que, segundo ele, “tão importante”, por fomentar a cultura exportadora, e ressaltou o papel de destaque goiano no cenário das exportações brasileiras.

Ainda comentando sobre as exportações, o governador destacou ainda que Goiás ampliou, nos últimos anos, seu leque de relacionamento internacional, passando de 40 para 150 países que adquirem produtos goianos. “Se há um Estado brasileiro que o senhor vai ter ótima receptividade, esse Estado é Goiás”, asseverou.

Marcos Pereira explicou que o Pnce tem como foco aumentar a produtividade das empresas, permitindo a geração de emprego e renda, e também pretende criar uma cultura de exportação, dando consultoria, incentivando os empresários a dar o passo rumo ao mundo. “No momento em que o Brasil está começando a sair de uma crise de consumo interno, é importante que as empresas se insiram no comércio exterior”, sublinhou.

Pereira explicou que, em Goiás, contemplados os setores de produção industrial, alimentos e bebidas, minerais metálicos e não-metálicos, móveis e confecção, que reúnem hoje cerca de 8.200 empresas. O ministro informou ainda que três mil empresas no País serão beneficiadas com o programa, e que outras 2.163 aguardam novas vagas. O Plano Nacional da Cultura Exportadora é direcionado para empresas que possuem de 11 a 200 funcionários.

Eficiência

A necessidade de implementar reformas para destravar a máquina administrativa foi defendida pelo titular da pasta de Indústria e Comércio, que defendeu urgência nas reformas política, tributária, previdenciária e trabalhista. “Precisamos pensar o Brasil no médio e longo prazo”, disse, ressaltando que o homem público de visão ampliada “pensa nas próximas gerações e não na próxima eleição”. Pereira despediu-se dos presentes, reafirmando a necessidade de “desburocratizar o Brasil”.

Via O Hoje

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