PIB de Goiás cresce quase quatro vezes  acima do nacional

Desempenho foi puxado pela indústria de transformação e setor de serviços; agronegócio recuou

Mesmo com a crise econômica já batendo à porta, a economia goiana fechou 2014 com crescimento de 1,9% – quase quatro vezes maior que o nacional (0,5%). Naquele ano, o Produto Interno Bruto (PIB) goiano, que é a soma de tudo o que foi produzido no Estado, movimentou R$ 165 bilhões. O carro-chefe foi o setor industrial, com a taxa de 2,2%.

Já a agropecuária sofreu recuo de 1%. O PIB per capita dos goianos atingiu R$ 25.296,60. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Mauro Borges de Estatística e Estudos Socioeconômicos (IMB) da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Vale lembrar que o resultado do crescimento de 2014 foi inferior se comparado ao de 2013 – com 3,1%. Entretanto, ainda assim, foi considerado positivo, conforme análise do economista da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Cláudio Henrique de Oliveira.

“Goiás teve diminuição em relação ao ano anterior porque não está fora da crise. E 2014 foi um ano onde passamos por cortes nos investimentos, encolhimento do mercado de trabalho, redução no consumo das famílias e queda de confiança dos empresários”, afirma. A indústria da transformação puxou a alavancada, com expansão de 5,1% – com destaque para a produção de alimentos e bebidas como açúcar cristal, carne bovina, leite em pó, além dos produtos derivados de soja.

Serviços

Para Cláudio, o perfil do parque industrial goiano – com força nos segmentos de bebidas e alimentos, medicamentos, cosméticos e sucroalcooleira – é a base para um melhor desempenho num momento de crise econômica. “As pessoas deixam de investir na compra de carros, de máquinas, mas não deixam de comprar remédios, cosméticos e trocam alguns alimentos ou roupas por outras marcas, mas compram”, ressalta.

Em seguida está o setor de serviços, com 1,7%. Inclusive, foi o único que aumentou o porcentual na composição do PIB. Em 2013, a participação do setor de serviços no índice era de 61,8%. Em 2014, saltou para 65,7%.

Cláudio explica que essa é uma tendência natural, já que houve maior contratação das empresas de prestação de serviços terceirizados. “Não é demérito de nenhum dos outros dois segmentos”, afirma.

Já a agropecuária, que tradicionalmente auxilia na puxada para cima, sofreu revés de 1% em 2014. A explicação está na estiagem que assolou as principais regiões produtoras, além da retração nos preços das commodities no mercado mundial.A participação de Goiás no PIB nacional foi de 2,9%, mantendo em nono lugar no ranking. Os primeiros colocados são São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. “Nós sempreprocuramos ultrapassar os Estados de Pernambuco e Espírito Santo, o queconseguimos, agora ficamos numa posição que é difícil prosseguirmos”,afirma Cláudio, ao lembrar que os próximos na fila são Distrito Federal e

Bahia, com oitavo e sétimo lugares, respectivamente.Em relação ao PIB per capita, os goianos também deram um passo à frente,alcançando o 10o lugar no ranking dos Estados.

O Estado do Tocantins foi o que teve maior salto de crescimento em 2014, com 6,2%, com R$ 18 bilhões seguido por Piauí (5,3%) e Alagoas (4,8%). Apesar do bom desempenho continua com pouca expressividade de participação na composição do PIB nacional permanecendo em 24a posição. O PIB per capta é de R$ 17.495,94.

Via O Popular

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