A cultura como uma aceleradora de negócios

O que é bom para seus colaboradores é bom para seus acionistas

Quando assumi recentemente o controle da empresa onde atuo, me perguntei: qual é o recurso mais poderoso de vantagem competitiva que eu tenho a minha disposição, conforme conduzo esta empresa ao futuro? E eu já sabia a resposta: é a cultura dos nossos funcionários.

Você pode pensar que TI não é um negócio de pessoas, que é tudo sobre tecnologia. Mas isso estaria errado. Claro que é importante ter uma grande variedade de produtos, serviços e processos operacionais fáceis. Entretanto, acredito que não é onde se encontra o verdadeiro diferencial.

No mundo complexo de serviços globais de TI, o que realmente diferencia organizações é a atitude de suas pessoas, porque é isso que traz uma grande experiência ao cliente. Se seus funcionários estão felizes em ir além para ver seus clientes bem-sucedidos, isso é uma prova de que tudo realmente se resume a fatores culturais.

Cultive a cultura para acelerar o sucesso

Consultor líder em cultura corporativa na Booz & Company, Jon Katzenbach disse para a Harvard Business Review de julho de 2012: “Quase toda empresa que atingiu um pico de desempenho vê a cultura como uma vantagem competitiva – um acelerador de mudanças, não um impedimento” Eu concordo e pretendo acelerar o desempenho da companhia em que trabalho me concentrando na nossa cultura.

Fontes de um verdadeiro diferencial competitivo são raras e estão ficando mais escassas, mas a cultura é uma delas. Se a sua cultura é distinta e você coloca um grande esforço para alimentá-la e comunicá-la na sua organização, ela pode ser um acelerador do seu sucesso.

Se conseguir que seus líderes sêniores comecem a falar sobre suas pessoas o tempo todo – como eles estão desenvolvendo-as, o que estão fazendo para atrair os melhores talentos e mantê-los apaixonados, motivados e incentivados – há um poder enorme nisso.

Eles deveriam se concentrar em como atrair pessoas talentosas, ajudando-as a construir sua experiência e gerenciando ativamente suas carreiras. Ajude-as a aprender e a desenvolverem-se, exponha-as a estender desafios de negócios, dê a elas feedback, recompense-as e comemore suas realizações. É aí que está o poder de estar à frente dos competidores.

Não só uma boa cultura, é a cultura certa

Mas você não quer apenas qualquer cultura forte – você precisa de uma que seja certa para seu negócio. Nos anos 90, dois acadêmicos, Kotter e Heskett, fizeram um estudo famoso sobre Cultura Corporativa e Desempenho. Eles descobriram que não é suficiente ter uma cultura ‘forte’, coesa, claramente definida e persistente.

Na verdade, o ‘conteúdo’ de uma cultura é tão ou mais importante quanto sua força. Kotter e Heskett disseram que não há uma cultura única vencedora. Para eles, uma cultura é boa apenas se ela se encaixar em seu contexto. Em outras palavras, sua cultura precisa se ajustar à sua estratégia de negócios.

Quando eu assumi meu novo cargo de CEO, tive sorte de herdar uma organização na qual a cultura e a estratégia de negócios já estavam alinhadas. Nossa estratégia de negócios é ajudar clientes a alcançar grandes feitos com a tecnologia; e nossa cultura é ajudar nossas pessoas a alcançar excelência profissional e pessoal.

Não estamos dizendo que a ‘nossa cultura é a melhor do mundo’, mas, sim, que ela é absolutamente certa para o que queremos entregar aos nossos clientes.

O que é bom para seus colaboradores é bom para seus acionistas

Outro critério fundamental é adotar melhores práticas no RH. Não é exatamente o mesmo que cultura, mas é uma parte crítica de como você canaliza o poder de suas pessoas para acelerar o sucesso de seu negócio.

O Instituto Top Employers estudou a correlação entre melhores práticas de RH e o desempenho de ações, e descobriu que companhias com uma gestão líder de pessoas tendem a superar o índice de ações em 51% em seus países.

O Instituto avalia de forma independente as práticas de RH das empresas, que são então auditadas por um terceiro para garantir uma acreditação verdadeiramente objetiva.

Lidere com autenticidade

Gerenciar uma cultura pode ser notoriamente difícil. Mas uma coisa que todos parecem concordar é que isso começa do topo. Liderar por exemplos é crítico e, na minha experiência, a melhor maneira de fazer isso é ser você mesmo.

Durante a minha carreira, encontrei muitos estilos de liderança. Não acredito que há necessariamente uma maneira certa ou errada de liderar. Minha visão é de que você deve liderar do seu próprio jeito.

Líderes que são fiéis a si mesmos e que são vistos liderando de uma maneira que é natural para eles são vistos como autênticos. E isso estabelece confiança com seus funcionários.

Líderes que colocaram as pessoas em primeiro lugar

Há muitos líderes empresariais de sucesso, mas os verdadeiros destaques sempre tiveram um forte foco nas pessoas.

Tome como exemplo Louis V. Gerstner, ex-CEO da IBM. Eu trabalhava na IBM quando ele assumiu o cargo. Na época, a moral era baixa e havia um sentimento entre muitos de que a IBM estava condenada como um negócio. Ver Gerstner mudar completamente a IBM foi uma experiência incrível. Depois disso, a empresa teve sua melhor época por 10 a 12 anos, baseada no que Gerstner colocou em prática.

Outro destaque é Richard Branson, fundador do Grupo Virgin. Considere apenas o número de indústrias que ele transformou. Música, companhias aéreas, celulares, até os setores de saúde e seguros. O que Branson conseguiu é fenomenal. E ele fez isso com uma cultura de colocar suas pessoas em primeiro lugar, clientes em segundo, e acionistas em terceiro.

Esses líderes realmente me mostraram que concentrar-se na cultura pode acelerar o sucesso do negócio em qualquer setor. E é exatamente isso que pretendo alcançar como CEO.

Jason Goodall é o novo CEO da Dimension Data, multinacional focada em serviços e soluções de tecnologia da informação.

Via Administradores 

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