Estruturas marítimas viram alternativa para atender necessidades de empreendedores

Surfando na praticidade, baixo custo e flexibilidade, os contêineres marítimos atracaram com força nos solos goianos

Numa espécie de caixinha de surpresa, num espaço de, três, seis ou 12 metros de comprimento (tamanhos padrão) são customizados para atender as demandas da indústria, comércio, prestadores de serviços passando até pela área da saúde. Cerca de 15 empresas já locam ou vendem contêineres na capital – tendência que está numa crescente há cerca de quatro anos.

A porta de entrada do uso de contêineres em Goiás foi o setor da construção civil. Nos canteiros de obras, os módulos marítimos são muito utilizados como depósitos. Mas está longe de parar por aí, o baixo custo e a versatilidade contribuíram para que fossem adaptados para escritório, refeitório e ambulatório. Na prática, são cortados de acordo com o projeto atendendo normas de acústica, ventilação e pé direito. Revestimentos como isopor e PVC ajudam no isolamento acústico e térmico.

“Comecei a utilizar o contêiner há três anos para depósito e já estudo um habitacional para o vigia”, diz o construtor Odorico Júnior. Como trabalha com obras curtas, de até seis meses, diz que é mais vantajoso alugar os contêineres do que construir algo.

Segundo o proprietário da Real Contêiner, Flávio Melo Borges, o canteiro de obras do Aeroporto de Cargas de Anápolis, por exemplo, é um festival de criatividade e versatilidade dos módulos: “O canteiro é todo feito de contêineres, desde o depósito até o ambulatório”.

Saindo dessa seara, explica, os módulos já foram alternativas para banheiros simples e até para de festas e casamentos badalados (com piso em porcelanato). Deu o ar da graça até em hospitais. “Praticamente fizemos deles um hospital, quando um estava em reforma em Goiânia”, conta.

Via O Popular | Karina Ribeiro

(Foto: Diomício Gomes)

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *